A Justiça de Mato Grosso concedeu, na tarde deste domingo (25), liberdade provisória ao tenente-coronel da Polícia Militar, Welington Rodrigues Mendonça, preso após importunar sexualmente uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), em Cuiabá.
O caso ocorreu na madrugada de sábado (24), em um posto de combustíveis localizado na Praça Oito de Abril. Testemunhas relataram que Welington tentou se aproximar da vítima durante a noite e, em determinado momento, “passou a mão em sua coxa e começou a empurrá-la com o quadril”. O policial militar foi detido em flagrante.
No domingo, Welington passou por audiência de custódia conduzida pelo juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, que converteu a prisão em flagrante em liberdade provisória, mediante medidas cautelares. Entre elas estão a proibição de se aproximar da vítima, de seus familiares e testemunhas, mantendo distância mínima de 500 metros, além da obrigação de comparecer mensalmente ao juízo competente.
Segundo o magistrado, não ficou demonstrada a “necessidade da manutenção da prisão preventiva do militar”.
Exoneração e repercussão
Após o ocorrido, a Polícia Militar comunicou a exoneração de Welington Rodrigues Mendonça do cargo de comandante do 22º Batalhão de Peixoto de Azevedo. A corporação também informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do militar.
Em nota, a PMMT destacou que “não coaduna com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes”.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), emitiu nota de repúdio, afirmando que prestará suporte à vítima e reforçando que “situações como essa são inaceitáveis e não podem ser toleradas”.
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